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16:24, 31 Janeiro 2019

Ansiedade financeira: os problemas econômicos que não deixam você viver


Dizem que o dinheiro não dá felicidade, mas a verdade é que os problemas econômicos podem reduzir a felicidade. O aumento dos problemas de ansiedade em uma sociedade em crise econômica se deve tanto a problemas trabalhistas quanto econômicos, já que ambos estão unidos. A ansiedade financeira é a norma nestes dias, quando ninguém tem segurança económica.

O que é ansiedade financeira

Parece que o termo ansiedade financeira está ligado a corretores, nervoso e expectante diante dos altos e baixos de suas ações. Mas essa ansiedade financeira afeta o comum dos mortais nesses dias em que todos somos especialistas em economia. Conceitos como prêmio de risco, déficit, inflação, recessão ou dívida são agora tratados em nossas conversas diárias.

Os problemas financeiros nacionais são transferidos para a esfera doméstica gerando problemas de ansiedade. Chegar no final do mês supõe uma odisséia para muitas famílias que, na melhor das hipóteses, endividam-se a cada dia a mais. Em outros casos, correm o risco de perder tudo, emprego, casa, e apresentam o problema de não poder cobrir as necessidades básicas.

Indo para a cama pensando se você vai ter algo para alimentar sua família amanhã não é a situação ideal para pedir relaxamento ou para praticar os exercícios respiratórios que sempre recomendamos em casos de ansiedade. E é quando enfrentamos a ansiedade financeira, enfrentamos um problema vital de difícil solução em que pouco se pode fazer psicólogos, livros de auto-ajuda ou técnicas de meditação.

A ansiedade financeira que pode ser evitada

Embora a ansiedade financeira não seja algo que possa ser tratado quando surge devido a um problema individual, existe um tipo de ansiedade financeira que podemos evitar. É sobre esta crescente e esmagadora insegurança em um nível geral. A empresa se sente vulnerável economicamente, sombra de resgate aumenta para se tornar uma sociedade com medo de que não se atrevem a agir.

É curioso observar como os sintomas de ansiedade descritos para as pessoas podem ser transferidos para a sociedade como um todo. Uma sociedade nervosa que não se atreve a gastar mesmo que tenha dinheiro para isso, uma sociedade duvidosa de onde depositar suas economias, caso as tenha, uma sociedade com medo do futuro. Em suma, uma sociedade paralisada pela ansiedade financeira.

Seria útil relativizar o medo geral da crise e agir individualmente de acordo com os recursos que cada pessoa possui. Relativizar os problemas econômicos em nível de país é necessário para que possamos viver o dia a dia sem ansiedade e medo.


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